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ATUALIDADE NACIONAL




"Estamos perdidos há muito tempo...
O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os
caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte, o país está perdido!
Algum opositor do atual governo?
Não!"

[ In Eça de Queiroz, escritor protuguês, em 1871 ]



Escrito por Bemvindo Sequeira às 23h42
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Crítica da Tribuna da Imprensa - Rj - 07/06/2007

 

Muito humor e emoção no Ipanema

"Há um homem na minha casa"

Lionel Fischer

Numa noite de Natal, Clara, uma mulher de pouco mais de 60 anos, solitária e ainda virgem - segundo ela, por não ter amado ninguém o suficiente para entregar-se - tem a sensação de que "há um homem em sua casa". Assustada, liga para polícia, e logo surge o detetive Rosemiro, também sessentão e igualmente virgem, só que por pertencer a uma religião que não permite sexo antes do casamento. A partir daí, o texto exibe uma curiosa, hilariante e comovente história de amor.

Eis, em resumo, o enredo de "Há um homem na minha casa", texto escrito em parceria por Chico Anysio e Elano de Paula. Rogério Fabiano assina a direção do espetáculo, em cartaz no Teatro Ipanema. No elenco, Suely Franco, Bemvindo Siqueira, Ronan Horta e Marcos Pujol, os dois últimos fazendo breves intervenções como um advogado e um delegado, respectivamente.

Originalmente um conto, a presente peça reúne todos os ingredientes para divertir e comover a platéia. Antes de mais nada, porque tem como protagonistas duas pessoas solitárias, com mais de 60 anos e que se dispõem a iniciar uma história em comum, quando o normal é que já tivessem se entregado há muito à idéia de que nada de novo ou excitante poderia acontecer em suas vidas.

Afora isto, os autores criaram duas personalidades fascinantes, podendo tal fascínio ser atribuído, sobretudo, ao fato de serem pessoas simples, reconhecíveis e com as quais conseguimos nos identificar imediatamente. E é por isso que a platéia acompanha o desenrolar da trama com tanto interesse e emoção.

Com relação à montagem, Rogério Fabiano impõe à cena uma dinâmica em total sintonia com o texto, explorando de forma irretocável todas as sutilezas deste amor em princípio tão improvável de se materializar. E seu trabalho atento e sensível se traduz nas atuações maravilhosas de Bemvindo Siqueira e Suely Franco.

Ambos excelentes comediantes, aqui exibem atuações mais contidas, o que lhes permite explorar detalhes significativos da personalidade dos personagens, que assim ganham uma dimensão plena de humanidade - mas é claro que ambos também valorizam de forma esplêndida as passagens mais engraçadas. No complemento do elenco, Ronan Horta e Marcos Pujol exibem performances convincentes.

No tocante à equipe técnica, Edward Monteiro responde por uma cenografia simples e funcional, cabendo destacar a ambientação cênica do novo apartamento do casal. Desirée Bastos assina figurinos em sintonia com a personalidade e condição social dos personagens, sendo correta a luz de Aurélio de Simoni.

HÁ UM HOMEM NA MINHA CASA - Texto de Chico Anysio e Elano de Paula. Direção de Rogério Fabiano. Com Suely Franco, Bemvindo Siqueira e outros. Teatro Ipanema. Quinta e sexta, 21h. Sábado, 21h30. Domingo, 20h.



Escrito por Bemvindo Sequeira às 11h31
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Jorge Dória , com quem dividi o palco em "Bonifácio Bilhões " me dizia o que eu já intuia:o caco entra onde o autor falha, onde a peça perde ritmo, onde faz barriga. João Bethencourt era mestre em anotar todos os cacos colocados pelos comediantees em suas obras e depois adotá-los oficialmente como seus nas remontagens. Era humilde na sua função de autor. Compreendia que só tinha a ganhar onde os atores cobriam suas falhas.

Marx dizia no Manifesto Comunista que com o advento do capitalismo nada mais havia de sagrado.A busca da perfeição, do texto limpo e sagrado é portanto uma premissa anterior ao advento do capitalismo, coisa com origens religiosas e sacras. Do tempo do Pecado Mortal.



Escrito por Bemvindo Sequeira às 23h30
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Márcio, eu avisei:caco não se responde !!!!! rsrsrsrsrsrs

Escrito por Bemvindo Sequeira às 23h21
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