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Tu é muito burra!!! Da série “ESTRANHO MUNDO NOVO”
Disco para o serviço da companhia de telefonia, para resolver um problema. Agora o atendimento é por voz:
- “Fale o que você deseja”. Diz uma voz feminina.
Aí, para mim, cidadão psicanalisado já começou a complicar: como o que eu desejo? Desejo tantas coisas...o desejo é inconsciente, racionalizado torna-se vontade...
- Fale o que você deseja, repete ela.
Assumo a mediocridade, paro de elocubrações e digo, escolhendo entre várias opções na minha cabeça:
- Fatura .
- Desculpe, não entendi.
- Fatura.
- Desculpe não entendi.
Tento outra palavra, bem simples:
-Conta.
- Desculpe não entendi.
Ai como se fosse um estrangeiro aprendendo a falar uma nova língua digo:
-Coooo-nnnn-ta!
E ela:
-Desculpe, não entendi.
Perdi a paciência:
- Não entendeu porque tu é burra !
- Desculpe , não entendi. Diga o que você deseja.
- Desejo que vc se f...
- Desculpe não entendi .
- Porque tu é muito burra !!!
- Desculpe não entendi.
- Burra, idiota, imbecil e chata !!!
- Desculpe, não entendi.
Foram bem uns dez minutos xingando esta coisa pseudo pessoa. Tornou-se uma ótima terapia: xingo do que quiser alguém que só me reponde;
-“Desculpe não entendi...diga o que você deseja”.
Experimentem. É ótimo. Muito melhor que ser atendido e resolver o problema.
Escrito por Bemvindo Sequeira às 12h10
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A Cultura do Tráfico – da série “ESTRANHO MUNDO NOVO”
Minha irmã leva a netinha Isabela de 4 anos para um domingo no SESC Tijuca. Calor, piscina convidativa. Lá, conhece uma menina linda, da mesma idade que a neta. Entre bóias e peixinhos, acontece o seguinte diálogo:
- Como é seu nome? Pergunta minha irmã à pequenina.
-Eu sou Letícia do “Boléu” ( alusão ao Morro do Borel, ali perto)
E aí, a “Letícia do Boléu”, pergunta à sua coleguinha Isabela:
- Você tem irmãos?
- Não.
Responde Isabela, ainda a primeira e única neta.
E Letícia com ar de vivida e sábia retruca:
- Ah... ”Morrelam” todos!?
Escrito por Bemvindo Sequeira às 09h02
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O Rio de Janeiro continua Sendo II – da série “ESTRANHO MUNDO NOVO”
Ana Cláudia Tavares, amiga de longa data, me envia esta:
Nesse final de semana na praia de Ipanema, no posto 9, um casal jogava frescobol enquanto um menino que aparentava uns sete anos, vendia chicletes e implorava uns trocados aos banhistas. O menino parou de vender para observar atentamente o casal esportista. A jovem após um certo tempo percebeu a presença do menino. Então ela ofereceu a raquete para ele jogar com o rapaz que a acompanhava. Ela sentou-se na areia para observar o menino um tanto desastrado, tentando aprender. Poucos minutos depois, ela notou que a caixinha de chicletes do menino estava próximo. Ela a pegou, levantou-se e começou a vender chicletes aos banhistas para arrecadar uns trocados ao menino.
Escrito por Bemvindo Sequeira às 11h10
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Taxista Daltônico – da série “ESTRANHO MUNDO NOVO”
O Paulo Graça Couto, amigo, me enviou esta:
Tarde da noite, um amigo meu , chegando de viagem, toma um táxi no aeroporto e pede ao motorista para levá-lo para casa. No caminho, vê uma senhora, muito bem vestida, entrando numa boate chamada "Dito e Feito". Reconhecendo a mulher, ele pede ao Taxista que retorne à porta da boate. Tirou do bolso um maço de notas e disse a ele:
- Aqui estão dois mil reais. Serão seus se você tirar de dentro do Clube das Mulheres aquela mulher vestida de vermelho que acaba de entrar. Mas vá tirando e cobrindo de porrada, sem contemplação, porque aquela desgraçada é minha esposa.
O taxista, que andava numa "bananosa", aceita de cara e adentra a boate.
Cinco minutos depois ele sai, arrastando uma mulher pelos cabelos, com o rosto sangrando, toda desgrenhada, e gritando todos os impropérios que se possa imaginar. O senhor no táxi vê a cena e percebe, horrorizado, que a mulher está vestida de verde e sai correndo para alertar o taxista do erro.
- PARE! PARE! O senhor errou. Como o senhor confundiu vermelho com verde? O senhor é daltônico?
Ao que o taxista retruca:
- Fique tranqüilo... Esta é a minha... Já volto lá pra pegar a sua!
Escrito por Bemvindo Sequeira às 13h27
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O Rio de janeiro continua sendo - da série ‘ESTRANHO MUNDO NOVO”
A amiga Ana Cláudia Tavares entrou na dança do blog e enviou-me este flash carioca:
Há alguns dias estava na rua, na Zona Sul, andando ao lado de uma moça que calçava bota cano alto, saia preta, enfim: um estilo roqueira. De repente percebi uma mulher que vinha no sentido contrário. Essa mulher parou a “roqueira” e questionou se ela teria estado no centro do Rio naquele mesmo dia mais cedo. Continuei caminhando, mas fiquei reparando na cena e aguardando a resposta da moça que afirmou que sim. A mulher disse então: "Ah! Reconheci você por causa da bota" e, continuou seu percurso normalmente enquanto a moça seguiu o dela, sorrindo. Foi tudo tão natural e, eu fiquei rindo da casualidade e naturalidade dessa cena que só acontece no Rio de Janeiro...
Escrito por Bemvindo Sequeira às 09h35
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Taxista engraçadinho – da série “ESTRANHO MUNDO NOVO”
O carioca é realmente um povo bem humorado. Pego um táxi à tarde, belo engarrafamento na Voluntários, um calor de rachar, um trânsito caótico: ônibus sobre faixas de pedestres, caminhões fechando cruzamento, camelôs circulando entre os carros...uma zorra ! Eu comecei a reclamar da bagunça que está esta cidade, da falta dos guardas municipais no trânsito , do IPTU, do IPVA...a tudo o chofer assentia, mas quando dei uma folga ele disse:
-...é doutor...mas nesse País não adianta chiar. Se chiar resolvesse Sal de Frutas não morria afogado.
Escrito por Bemvindo Sequeira às 18h32
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Polícia não é babá – da série “ESTRANHO MUNDO NOVO”
Fui assaltado por uns oito pivetes, no sábado à noite , véspera de carnaval, na frente do Copacabana Palace. Próxima, bem próxima, uma cabine de Polícia. Depois que entreguei o dinheiro – à vista de todos, dirigi-me à cabine para pedir socorro. O policial me disse que não podia fazer nada porque não podia se afastar da cabine. Telefonei para o 190 e tive o seguinte diálogo com o policial de plantão:
-Acabo de ser assaltado aqui em frente do Copacabana Palace.
-São menores?
-Sim, cheirando cola e assaltando.
-Ah, meu senhor não podemos fazer nada, a ordem que temos num caso desses é recolher os menores a um hospital, cuidar deles, e depois devolvê-los à rua. O senhor acha que a gente vai deslocar viatura e policiais pra um serviço desses? A Polícia não é babá de criança!
Escrito por Bemvindo Sequeira às 10h55
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O Velho Mundo- da série ‘ESTRANHO MUNDO NOVO”
Os amigos continuam enviando-me histórias e eventos. Veja o que me enviou o Paulo Graça Couto:
Uma amiga me contou, diz ele:
- Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista, quando observei que o seu diploma estava dependurado na parede.Estava escrito o seu nome e, de repente, recordei de um moreno alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha classe do colegial, uns 30 anos atrás, e eu me perguntava: poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado à época? Quando entrei na sala de atendimento imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase calvo, gordo, com um rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velho pra ter sido o meu amor secreto.
Depois que ele examinou o meu dente, perguntei-lhe se ele estudou no Colégio Sacré Coeur. - Sim, respondeu-me. - Quando se formou? perguntei. - 1965 . Por que esta pergunta? respondeu. - É que... bem... você era da minha classe, eu exclamei. E então, este velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido, filho de uma puta, me perguntou: - A Sra. era professora de quê?
Escrito por Bemvindo Sequeira às 17h05
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Taxista Fóbico – da série “ESTRANHO MUNDO NOVO”
Somos realmente um povo generoso. Não param de chegar histórias de taxistas e sobre “o mundo novo”. Esta de hoje foi-me enviada pelo amigo José Luis de Souza, o Neco.
“O taxista desta segunda-feira foi muito direto comigo quando entrei no “veículo”:
_ Doutor, sou vascaíno e estou revoltado com esses caras do Flamengo que só sabem comprar Juiz.
Antes mesmo que eu me empolgasse com o papo de futebol e começasse meu elenco de histórias do meu Tricolor (T maiúsculo) paramos num sinal e um gay atravessou sobre a faixa de pedestres. O taxista, então, iniciou sua história:
_ Olha aí, doutor, não sei se o senhor aceita essa tal de “opção sexual” mas um dia desses entrou aqui um casal muito bonito, ele fortão e ela maravilhosa. Não deu pra deixar de ouvir aquele cara musculoso e grandão reclamando da vida com sua amiga...
_” Meu namorado é apaixonado por mim e eu por ele. O que me irrita e me deixa triste é que nos fins de semana eu fico aqui chupando os dedos, cheio de saudade porque a mulher dele exige que ele passe com a família. Pode essa falta de consideração?”
Doutor, naquele silêncio da amiga, vendo aquela quantidade de músculos e imaginando a força que o cara deveria ter, nem olhei mais pelo retrovisor...
Rezei pra chegar logo no destino e pro cara não querer me pegar à força. Já pensou?
Era domingo, doutor!!!
Escrito por Bemvindo Sequeira às 09h11
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